Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 14/09/2021

Um sociólogo bastante conhecido, Paulo Freire, considerado até então um dos maiores educadores do Brasil, o mesmo disse que a educação sozinha não consegue transformar uma sociedade. Essa educação, deve ser aplicada na luta contra as drogas, não tratamento de dependentes químicos, do Brasil atual. Seja pelo alto índice de tráfico ou pela baixa educação antidrogas, é necessário combater esse problema.

Cabe mencionar que grandes aglomerações de pessoas na qual são viciadas em drogas, se formam em locais de grandes cidades, são chamadas “cracolândias”, onde acontecem variadas situações degradantes devido ao vício, desde furtos, assaltos, e até mesmo prostituição e estupros. Tais locais são totalmente insalubres, na qual muitos usuários inclusive residem na rua onde usam drogas diariamente.

Convém saliente que embora exista cerca de 600 mil dependentes químicos no país, há pouco preparo nos cursos da área de saúde em relação aos tratamentos de tais condições. Nesse âmbito, a falta de especialistas na área e equipe multidisciplinar preparada para atender essas pessoas, corrobora para a evasão no processo de reabilitação. Além disso, é importante destacar que no país o tratamento do químico dependente é centrado apenas na desintoxicação, não enfatizando a necessidade de reintegrar a sociedade civil.

Portanto, torna-se necessária a adoção de medidas. É imprescindível que o Ministério da Saúde envie verbas para a construção de clínicas humanizadas para dependentes químicos, voltadas a desintoxicação e promoção da saúde, mediante a contratação de profissionais especializados nesse público. Ligado a isso, nessas clínicas poderiam ser ofertados cursos profissionalizantes incentivando a reintegração social e econômica desses indivíduos na sociedade civil. Com essas medidas, se colocadas em prática espera-se uma melhoria significativa nos indices de dependentes químicos no Brasil.