Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 13/09/2021
Os indígenas têm diversos costumes que muitos estranham, como o uso frequente de drogas, cultura que é retratada no livro Iracema, de José de Alencar. Por certo, o uso excessivo ou rotineiro de algo o torna dependente daquilo, e, de igual forma, ocorre com as drogas. Entretanto, existem entraves a serem combatidos, tanto financeiro quanto informacional, para que o viciado volte a viver novamente.
Antes de tudo, cabe mencionar que os moradores de rua, geralmente, são dependentes químicos. De acordo com a Coordenadoria de Prevenção às Drogas, 60% das pessoas em situação de rua usam o crack e a maconha - dados divulgados no ano de 2017. Ou seja, essa parcela da população está mais vulnerável aos vícios em drogas do que as outras classes.
Outrossim, vale destacar que, assim como muitas famílias acreditam, a internação não é a melhor opção de tratamento. Segundo a psicóloga Mariane Capellato, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP), a maioria dos centros de internação vê e trata o dependente químico “somente como um desviante, alguém que precisa de prisão ou internação”. Então, conclui-se que os eles necessitam de um convívio social para controlarem essa doença crônica.
Portanto, com o intuito de que os dependentes químicos recebam o tratamento ideal, o Ministério da Cidadania, em conjunto com outros Ministérios, deve continuar destinando verba para o acolhimento de viciados em situação de rua e, dessa forma, oferecer à eles a liberdade. Ademais, ONGs que combatem o uso de drogas, como a Organização Mãos que Abençoam, , junto com o Ministério da Cidadania, podem realizar campanhas para instruir a população sobre os tipos de tratamentos dessa doença crônica e a como lidar com a vítima.