Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 14/09/2021
No século XX, com o Movimento Hippie, houve o aumento no consumo e do incentivo às drogas como o LSD, a heroína, a cocaína e o ecstasy. Já no século XXI, apesar da inexistência de estímulos para o consumo desse tipo de produto, a cada dia que passa, cresce ainda mais o número de pessoas que são dependentes químicos, causando desde mudanças de humor e comportamento, como também leva o indivíduo a roubar e até matar para manter o vício, tornando-se um caso de saúde pública.
É perceptível o aumento no número de indivíduos que são dependentes químicos. Diante disso, foi realizada uma pesquisa pela Organização Mundial de Saúde (OMS), constatando que atualmente, a América Latina possui cerca de 2,25 milhões de dependentes químicos, aumento de aproximadamente 12,5% nos últimos 3 anos. À vista disso, foi reportado pelo SBT, um documentário sobre os dependentes químicos de São Paulo, em que mostra a história de um jovem de 17 anos, que apesar de ter tentado o tratamento para largar as drogas, voltou às ruas devido ao seu vício. Dentre os principais motivos que levam os indivíduos a buscarem esses entorpecentes são variados, incluindo a influência de amigos, problemas com estresse e ansiedade, até o fácil acesso às substâncias.
No entanto, apesar do aumento na taxa de dependentes químicos, foi reportado pelo G1, o aumento de 50% na taxa de interessados em tratamento para largar o vício. Porém um fator que vem a prejudicar no tratamento desses indivíduos é a escassez de clínicas de reabilitação públicas e também a falta de estrutura e condições sanitárias de muitas delas, que ao invés de ajudar esses indivíduos a superarem o vício e a introduzi-los novamente na sociedade, eles acabam voltando às ruas, totalmente sem expectativas. Ademais, fatores como a situação de mendicância e muitas vezes o de furto realizado dentro do próprio círculo familiar, afastando esses indivíduos dos seus familiares, e consequentemente, ficam sem o apoio não só do governo, como também da própria família, ficando totalmente às margens da sociedade.
Portanto, como disse Bill Gates: “O modo como você reúne, administra e usa a informação, determina se você vencerá ou perderá”. Diante disso, o Ministério da Saúde deve capacitar os profissionais da saúde por meio de cursos gratuitos em horário divergente ao turno laboral que visem aprimorar médicos, enfermeiros e psicólogos no tratamento de dependentes químicos. Além disso, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome deve ampliar sua assistência social com esses indivíduos por meio da construção de mais clínicas terapêuticas, com intuito de atender toda a demanda do país e dessa forma, tratar e reinserir essas pessoas na sociedade.