Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 17/09/2021

Falta de conhecimento e silenciamento midiático. Esses exemplos ilustram as causas dos desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil. Logo, é imprescindível remediar essas mazelas para a plena harmonia social.

Em primeiro análise, a falta de conhecimento se mostra como um dos desafios à resolução do problema. O  filósofo Schopenhauer defende que os limites de campo de visão de uma pessoa determina seu entendimento a respeito do mundo. Embora exista relatórios que comprovam a dependência química como uma doença ligada à transtornos psiquiátricos, algumas pessoas têm uma visão distorcida sobre um dependente químico, atribuindo-o a imagem de alguém com má índole. Desta forma, o tratamento de dependentes químicos é enfraquecido, visto que as pessoas não reconhece tal dependência como uma enfermidade.

Em segunda análise, o silenciamento midiático apresenta-se como outro fator que influencia na dificuldade da efetivação de tratamentos para dependentes químicos. Conforme o filósofo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nesta perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de abordar a importância do tratamento para essas pessoas a fim de elevar o nível de informação da população, influência na consolidação do problema. Nesse sentido, a efetivação do tratamento de dependentes químicos encontra-se enfraquecido mais uma vez.

É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Para que isso ocorra, o MEC deve promover palestras em escolas, a serem webconferenciadas nas redes sociais desses órgãos, por meio de entrevistas com ex-usuários químico e psicólogos especialistas no assunto, com o objeto de trazer mais lucidez sobre esse transtorno psiquiátrico e desconstruir a visão preconceituosa acerca desse assunto. A partir dessas ações, espera-se erradicar os desafios no tratamento de dependentes químicos no Brasil.