Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 20/09/2021
De acordo com o filósofo France Bacon, o comportamento humano é contagioso, tornando-se frequente as medidas em que se reproduz, na qual pode ser observado o elevado número de dependentes químicos no Brasil, ocasionando a necessidade de uma atenção maior para o tratamento desses usuários. Entretanto, esse procedimento não é realizado de forma efetiva, dificultando cada vez mais a adequada reinserção dos dependentes na população e, com isso, a execução de sua cidadania. Nessa perspectiva, ocorrem diversos desafios, entre eles, está à falta de políticas públicas adequadas para o procedimento necessário para essas pessoas, e principalmente, o descaso com os indivíduos que usam algum tipo de droga. Consequentemente, o número de dependentes cresce muito na sociedade brasileira.
No que concerne à problemática, a falta de políticas públicas é um grande desafio para os dependentes químicos na sociedade. Nesse sentido, os investimentos governamentais que se referem ao abuso de substâncias químicas estão focados na punição como solução, mas não é a melhor maneira de se resolver. No entanto, tal preferência acarreta na insuficiência de verbas destinadas à esfera do tratamento, dificultando tanto os aspectos quantitativos, como número de centros, profissionais, medicamentos, quanto os qualitativos, pesquisas, infraestrutura de instituições para assistência a, por exemplo, alcoólatras e usuários de crack e cocaína. Com isso, segundo o sociólogo Émile Durkheim, os dependentes enfrentam obstáculos para minimizar o problema e, assim, o corpo social não funciona como deveria, prejudicando os cada vez mais.
Outrossim, é o descaso que esses usuários enfrentam no dia a dia sobre a sua dependência. Conforme Zygmunt Bauman, a individualidade é típica da sociedade moderna, ou seja, são fatores que submetem os indivíduos a angústias de diversos tipos, como financeiras, psicológicas, sociais, acarretando a recorrer às drogas como forma de refúgio. Consequentemente, não há tanto a consciência individual como o incentivo coletivo para que haja a procura de tratamento, o que impõe limites à efetividade desse mecanismo.
Portanto, é necessário que o Governo por meio de programas assistenciais como o já criado em 2018, destinar mais verbas para a área de saúde dos viciados, a fim de oferecer infraestrutura para a construção e manutenção de centros de tratamento em todos os polos regionais brasileiros. Ademais, é essencial que instituições sociais, como a Igreja, por meio de palestras, e ONGs, através de publicidades, na qual conscientizem a população acerca da importância de incentivar os dependentes a procurarem tratamento, para que, desse modo, tais pessoas possam ser reinseridas na sociedade.