Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 09/11/2021
Stefan Zweig escreveu, em 1945, o livro “Brasil, um país de futuro”. Entretanto, hodiernamente, a pátria está muito longe de corresponder a tal imagem, uma vez que intervenções junto aos viciados em drogas não é tratada como prioridade na terra canarinha. Nesse contexto, a ineficácia dos administradores públicos, além da pouca informação sobre o tema são os principais obstáculos enfrentados no cuidado aos dependentes.
Diante disso, a inércia dos órgãos públicos estaduais e federais acentuam os desafios do tema. Nesse sentido, é válido trazer o discurso do sociólogo Zygmunt Bauman, criador da teoria instituições zumbis, na qual afirma que o Estado e a escola não cumprem com seus papéis sociais. Sob esse viés, o governo é falho ao promover poucas e ineficientes medidas no tratamento dos submissos às toxinas, como o fato de que, segundo a Organização das Nações Unidas, quase 13 milhões de brasileiros são subordinados à alguma substância, contra apenas 20 mil que recebem tratamentos anualmente. Por conseguinte, centenas de milhares de sujeitos tem sua dignidade severamente afetada por causa do desamparo social que o governo propicia aos seus contrinuintes. Logo, verifica-se que ações são necessárias para reverter esse triste cenário no país.
De modo complementar, a desinformação da sociedade sobre a temática é mais um empecilho para o progresso. Nessa ótica, conforme teóricos do determinismo geográfico, como Ratzel, o homem é produto do meio, sendo fruto do que o ambiente ao redor possui para ofertá-lo. Assim sendo, a falta de conhecimento do corpo social a respeito da importância da intervenção médica aos dependentes químicos se frutifica na continuidade desse panorama perverso, ou seja, a escassa informação impede que as pessoas reconheçam a existência do problema e pressionam os órgãos públicos na busca de melhorias. Dessa forma, enquanto a sociedade promover o desconhecimento, o resultado será de invíduos que não têm sua cidadania contemplada.
Em síntese, nota-se que medidas carecem ser levantadas na inoperância estatal e no conhecimento da população. Destarte, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos deve, por meio da destinação de maiores recursos, proporcionar atendimento os indivíduos que querem desvincilhar-se de substâncias alocinógenas. Posto isto, as intervenções precisam ser feitas primeiramente nos grandes centros urbanos - visto que são os locais que concentram maior parte dos dependetes. Por fim, a ação é tomada com a finalidade de subtrair a quantidade de pessoas viciadas. Ademais, ONG’s tem de, por intemédio da mídia, instigar o corpo social a entrar na luta dos dependentes. Em suma, a atividade é feita para que todos tenham oportunidade de usufruir de uma vida digna.