Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 05/03/2022
Segundo a ONU - Organização das Nações Unidas -, estima-se que cerca de 29 milhões de adultos são dependentes químicos, cerca de 5% da população adulta. Esse problema pode começar em atos simples, desde tomar uma cerveja com os amigos após o trabalho até o uso descontrolado de determinado medicamento. Portanto, todos estão suscetíveis a esse mal, o qual encontra suporte em fatores, como a não aceitação da própria doença, assim como as músicas que fazem apologia a drogas.
Nesse sentido, pode-se destacar a dificuldade do dependente químico em reconhecer que o vício é uma doença e precisa de tratamento. Essa atitude acontece, especialmente, quando se trata do álcool, pois muitos acreditam que, por ser uma droga lícita, podem parar quando quiserem. Outrossim, os familiares do indivíduo, via de regra, também não acreditam que o mesmo está vivendo com um vício. Tais posturas têm base na mentalidade de que algo ruim só acontece com as pessoas ao redor e podem gerar no enfermo outros problemas, como a baixa autoestima e a depressão por pensarem que estão fazendo a família sofrer.
Deve-se mencionar também a influência de músicas que fazem apologia a drogas no processo da dependência química. Assim sendo, alguns gêneros se destacam, como o elerônico e o rock, o qual tem apreciadores que defendem o lema “sexo, drogas e rock and roll”. Em diversos festivais de música , muitos participantes consideram o abuso de álcool e drogas uma parte significativa da experiência. Um exemplo desses festivais foi o de woodstock que contou com amplo uso de drogas lícitas e ilícitas. Além disso, existe a falsa crença de que os músicos precisam de drogas para aumentar os impulsos criativos. Porém, há meios saudáveis de estimular a criatividade, como viajar e conhecer outras culturas.
Com isso, verifica-se a urgência da conscientização da população. Já existem casas de recuperação gratuitas que recebem auxílio do governo, porém, é necessária a ampliação das mesmas e o apoio da família e sociedade. Medidas como campanhas promovidas por ação conjunta entre o Ministério da Saúde e da Educação em escolas e veículos de comunicação, bem como o diálogo entre pais e docentes podem, indubitavelmente, recuperar muitos indivíduos.