Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 13/05/2022

De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, anomia significa o mau funcionamento de algum reino moral, ou seja, um problema que dada sociedade enfrenta. De maneira análoga, percebe-se que o Brasil possui uma anomia: a dependência química. Isso se dá, inegavelmente pela estigmatização à esse problema, como também ao desamparo social.

Conforme William James, “o ser humano pode alterar a sua vida mudando a sua atitude mental”. Nessa visão, o aceitamento dos cidadãos em relação aos dependentes químicos, torna-se fator determinante para permanência desse problema, pois ocorrem atribuições de características pertinentes a esses grupos, o que leva ao isolamento social. Assim, em razão de ser um fato frequente e habitual, a sociedade inserida nesse panorama, tende a estereotipar a problemática como um evento normal.

Ademais, outro fator que corrobora a anomia de Durkheim, é o desamparo social. Isso influi na problemática vivenciada, pelo fato da influência dos ciclos sociais no uso e o fácil acesso às substâncias que causam dependência química. Sendo assim, os indivíduos afetados não recebem apoio governamental, desse modo, a sociedade torna-se corrompida por altos índices de doenças.

Logo, deve-se ressaltar a ausência de medidas que venham amenizar a dependência química no Brasil. Por conseguinte, cabe o Ministério da Saúde, órgão responsável por manter a saúde pública no Brasil, adoção de palestras e campanhas nas escolas para evidenciar os malefícios do consumo excessivo de substâncias que causam vícios, a fim de conter essa diversidade desde o princípio.