Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 12/10/2022
Um grupo de pessoas formado por jovens encontram-se em uma casa abando-nada para consumir diversas drogas, assim, poderem escapar dos problemas que os cercam, como as pressões familiares. O quadro anterior descreve uma cena do filme “Trainspotting”, apesar dele ocorrer na Escócia, a cena acima também é co-mum no Brasil do século XXI. Uma vez que as drogas são trata-das como um tabu, o que obstrui o diálogo sem preconceitos e uma analise crítica as causas que levam as pessoas consumirem as drogas, contribuindo para marginalização dos usuários. Além disso, a probição delas atrapalha as pesquisas ade-quadas sobre elas, conse-quentemente, dificulta a realização de tratamentos eficazes para os usuários.
A priori, o preconceito sobre as drogas faz o povo olhar o usuário como um marginal e não uma vítima dos problemas sociais. Tal como na música “Cachimbo Da Paz” do Gabriel, O Pensador: " Na dele-gacia só ti-nham viciado e deliquente./ Cada um com um vício e um caso diferente". O trecho anterior indica que o proble-ma das drogas é tratado por policiais e não médicos. Desse modo, os depedentes químicos não recebem tratamento, apenas punição, contribuindo para que eles fiquem cada vez mais presos nas cadeias e nas drogas.
Além disso, a proibição das drogas dificulta a realização de pesquisas para com-prender os efeitos que elas causam nos usuário e possíveis medidas para reverter o quadro de depedência. Aliás, o filme “O Bicho de Sete Cabeças” mostra como a falta de conhecimento pela família e mesmo profissionais da saúde geram um tra-tamento ineficaz, o qual contribue para a piora do paciente. Portanto, a ausência de estudo sobre drogas levem a terapias equivocadas e ofusca uma analise sobre os problemas que levam alguém a consumi-las.
Dessa forma, o tratamento de depedentes químicos está relacionado a uma vi-são preconceituosa sobre drogas e os usuário. Para reverter isso, é necessário a a-ção do Ministério da Saúde, por meio projetos que integrem o Centro de Atenção Psicosocial, seja palestras ou mesmo implantação de unidades em locais estraté-gicos, a diversas esferas da sociedade, como escolas e delegacias. Dessa forma, permite reduzir o preconceitos a respeito dos usuários e facilita a sua reintegração na sociedade, visto que, elucida a população sobre as drogas e os usuários.