Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 15/04/2023
Embora existam projetos sociais e governamentais para ajudar no tratamento de dependentes químicos no Brasil percebe-se que, na atual realidade brasileira, essa prática ainda envolve muitos desafios, principalmente no que diz respeito ao preconceito com os usuários e o apoio por parte da população à abordagens violentas e ineficazes para o tratamento destes indivíduos. Deste modo, entende-se a necessidade em debater este tema como uma questão social e de saúde pública, além da importância em abandonar tais práticas agressivas.
No ano de 2019, foi aprovada a lei 13.840/19 que permite a internação involuntária de dependentes químicos no país, mas de acordo com um comentário de Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional, entende-se a preocupação com a mudança da política nacional em relação a estes indivíduos e a ineficácia de tais abordagens ofensivas que impedem a adoção de medidas focadas no tratamento dos doentes e direitos humanos dos mesmos.
Outra importante discussão é sobre a ressocialização de um ex-usuário de drogas, porém, como Albert Einstein disse, “é mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito”, afinal a maior parte da população brasileira não entende que o uso de drogas é considerado uma doença pela OMS (Organização Mundial de Saúde), tratando dependentes como pessoas de má índole e que precisam ser excluídas do meio social.
Diante do exposto, constata-se que a instrução familiar para induzir o doente a compreender as drogas como um malefício em sua vida e a procura por um tratamento específico para o determinado caso, seriam alternativas menos nocivas. Projetos com objetivo de inserir os ex-usuários no meio social e mercado de trabalho, como o Movimento Faces e Vozes da Recuperação do Brasil, servem de exemplo ao governo sobre a importância no investimento em saúde pública, políticas de drogas e o apoio a descriminalização dessas substâncias como forma de não enxergar os dependentes químicos como criminosos, a fim de trazer melhorias para o cenário atual, facilitando o acesso dos dependentes químicos a um tratamento de qualidade e uma sociedade mais inclusiva.