Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 14/04/2023

Obstáculos para a reabilitação de um toxicômano

É evidente que o tratamento de dependentes químicos é frequente ponto de dificuldades, preocupações e aspectos depreciantes no Brasil. Desde a época do manicômio de Barbacena, no qual era considerado o campo de concentração brasileiro, quando diversos debilitados com distúrbios mentais eram internados, inclusive, usuários de drogas e, consequentemente, esses eram maltratados e obrigados a cirurgia de lobotomia, ou seja, não recebiam uma terapia adequada, o empecilho persiste, visto que, atualmente, muitas clínicas químicas não fornecem um atendimento de reabilitação eficiente para os pacientes fazendo com que haja complexidade na recuperação desses. Pode-se perceber, então, que a falta de políticas de saúde que fiscalizem internatos drogados e as raízes históricas do holocausto manicomial dificultam a resolução da questão.

Analisando-se a discriminação presente no meio social em relação aos viciados em estupefacientes e por conta desse desrespeito a dificuldade dessas pessoas de se reintegrarem na sociedade após uma série de acompanhamentos para a regeneração, é possível afirmar, então, que as camadas mais pobres da pirâmide social são as mais afetadas pelos alucinógenos, dado que o comércio de drogas acontece nos ambientes inferiorizados como favelas, por isso é importante destacar que os sujeitos com baixa renda que são afetados pelos estimulantes dificilmente conseguem passar por algum tratamento para cura, em razão de não haver clinicas públicas que forneçam a prisão química, já que os internatos químicos são caros e muitas famílias acabam não tendo condições de investir em terapias para o familiar afetado.

Logo o Ministério da Saúde para acabar com esse problema, iria ter que promover com uma parte dos impostos públicos fornecidos pelo Governo, clínicas de reabilitação gratuitas e de qualidade em todas as regiões do país em conjunto com faculdades de saúde, as quais proporcionaram estágios nesses hospitais para enfermeiros, médicos e psicólogos para que eles, além de colocarem em prática todo o aprendizado acadêmico ajudem os pacientes a voltarem reabilitados para o convívio social.