Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 15/04/2023
O filósofo Byung-Chul Han afirma que o cansaço é uma resposta do corpo para o excesso de positividade e cobrança que a sociedade impõe, onde os indivíduos tendem a decorrer as drogas como refúgio. No Brasil é possível observar tal concepção pela alta quantidade de usuários de drogas, reforçando a questão da realização de tratamento dos dependentes. Entretanto, tal prática não acontece de forma efetiva, ocasionando na dificuldade da reinserção dos dependentes na sociedade.
Atualmente, é importante destacar que os investimentos governamentais são focados na punição pelo uso de substâncias ilícitas. Causando a falta de verba destinada à solução do problema – medicamentos, comunidades terapêuticas, profissionais, pesquisas científicas, entre outros – dificultando o tratamento da situação.
Do mesmo modo, o preconceito é estabelecido pela sociedade que consideram os usuários como doentes ou anormais, excluindo-os da sociedade. Resultando na falta de socialização – que segundo o sociólogo Émile Durkheim é o princípio básico do convívio coletivo – e a falta do incentivo para que ocorra a procura do tratamento.
Visando minimizar o número de dependentes químicos, o Governo deve investir na área de saúde dos viciados – por meio de programas assistenciais – realizando a manutenção e construção dos centros de tratamento. Bem como, é necessário que instituições sociais – ONGs, igrejas e outros – conscientizem a população e incentivem os dependentes a procurarem tratamento, para que assim, aconteça a adequada reinserção dele na sociedade e, com isso, a execução de sua cidadania.