Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 15/06/2023

Em sua obra “Cidadãos de Papel”, o célebre escritor Gilberto Dinenstein disserta acerca da injetividade dos constitucionais, sobre tudo no que se refere à desigualdade de acesso aos benefícios normativos. Diante disso, a conjuntura dessa análise configura-se no Brasil atual, haja vista a problemática para a ressocialização de dependentes químicos no país. Essa realidade se deve essencialmente à negligência governamental e a deficiência educacional.

Inicialmente, urge salientar que a relação casuística da adversidade se da pela negligência governamental. Sobre isso, o filósofo Thomas Hobbes, dentro da obra “O leviatã”, afirma que é função do Estado, a partir do contrato social, a imposição da ordem e das garantias naturais do indivíduo. No entanto, esse mesmo ente provoca os desafios para ressocialização de dependentes químicos a partir do momento em que ele não efetiva o direito à conviver em sociedade. Com isso, a cidadania é colocada em plano imaginário e o óbice persiste.

Outrossim, torna-se imprescindível referenciar Sêneca, grande filósofo do Império Romano, que, uma vez afirmou, " Não estudamos para a vida, mas para a escola." Todavia, quando se adentra a sociedade hodierna, as escolas, umas das principais ferramentas de formação de opinião, tem um alto índice de desistência de alunos. paralelo a isso, por falta de escolaridade, a violência e discriminação cresce cada vez mais. Dessa forma, as crianças se tornam adultos sem mentalidade social e propícios a discriminação.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas o qual promova palestras, apresentações e atividades lúdicas a respeito dos direitos dos dependentes químicos, uma vez que ações culturais têm imenso poder de transformar. Dessa forma, será construída uma sociedade justa.