Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 17/04/2024

Na peça “O Auto da Barca do Inferno”, Gil Vicente critica os comportamentos viciosos do século XVI, um tema ainda relevante no Brasil contemporâneo, especialmente no que diz respeito à dependência de substâncias químicas e aos desafios no tratamento. Para enfrentar essa situação, é necessário adotar estratégias que abordem questões legislativas e lacunas de conhecimento.

Um dos principais problemas é o consumo de álcool a partir dos 18 anos, o que contribui significativamente para a complexidade do quadro. Enquanto nos Estados Unidos o consumo é permitido apenas para maiores de 21 anos, no Brasil essa restrição não existe, tornando o álcool facilmente acessível, especialmente para jovens. Isso aumenta as chances de dependência no futuro, sobrecarregando ainda mais os sistemas de saúde já sobrecarregados.

Além disso, a falta de informação sobre os efeitos das substâncias químicas é um obstáculo significativo no tratamento dos dependentes. A filosofia de Schopenhauer ressalta que a compreensão de uma pessoa sobre o mundo é limitada pelo seu campo de visão, justificando a necessidade de acesso à informação séria sobre os malefícios das drogas para reduzir o número de usuários e facilitar o tratamento.

Portanto, para resolver essa questão, o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Saúde (MS) podem organizar palestras webconferenciadas nas redes sociais, envolvendo especialistas e pessoas afetadas pelo problema. Isso ajudaria a aumentar a conscientização e, consequentemente, reduzir os altos índices de dependência química no Brasil.