Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 17/04/2024

Na música “Rehab”, a cantora americana Amy Winehouse mostra seu desinteresse em se reabilitar de seu vício em drogas, que foi o principal causador de sua morte anos depois. Diante disso, é necessário discutir sobre os desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil, tendo em vista a escassez de vagas para reabilitação pelo sistema público de saúde e o tratamento antiquado que recebem nas clínicas.

Em primeiro plano, é evidente que o uso contínuo de entorpecentes ocasiona na vida do indivíduo diversos problemas que comprometem sua saúde física e mental. Logo, a reabilitação torna-se uma importante ferramenta de ressocialização social e reintegração psicológica. Entretanto, há diversas dificuldades que implicam com esse feito, como a falta de apoio de familiares e o descuidado do Sistema Único de Saúde, que juntos afetam a reabilitação dos dependentes químicos no Brasil. Segundo o Datasus, hospitais públicos voltados a essa parcela da população oferecem apenas 0,34% dos leitos que seriam necessários para o tratamento da mesma. Sob essa perspectiva, é inegável a negligência estatal com o tratamento desses cidadãos brasileiros.

Ademais, convém destacar que embora exista cerca de 400,3 mil dependentes químicos no país noticiados pelo SUS, há pouco preparo nos cursos da área da saúde e psicologia em relação ao tratamento desses indivíduos. Nesse âmbito, a falta de especialistas na área e uma equipe preparada para atender essas pessoas, corrobora para complicações no processo de reabilitação.

Diante desse contexto, torna-se necessária a adoção de medidas. Portanto, é imprescindível que o Ministério da Saúde envie mais verbas para a construção e o investimento em clinicas humanizadas para dependentes químicos, visando a desintoxicação e ressocialização de seus pacientes, através da contratação de profissionais especializados nesse público. Associada à ressocialização desses indivíduos, ainda é possível oferecer cursos profissionalizantes para que, aos poucos, recuperem sua vida na sociedade.