Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 18/04/2024
Hoje a dependência química se apresenta como um dos principais problemas da conjuntura da sociedade atual, pois em média 6% da população é usuária de droga, equivalente a quase 12 milhões de pessoas, mesmo diante deste cenário alarmante não são feitos investimentos em instituições que os ajudem, também atingindo a parcela marginalizada da sociedade incluindo as pessoas de baixa renda que sofrem do mesmo preconceito.
Entretanto, é importante destacar a escassez de recursos e a falta de investimento adequado no sistema de saúde mental e de combate às drogas no Brasil, que resulta no acúmulo de pessoas em filas de espera para se quer começarem o seu tratamento, além disso, fica visível a falta de profissionais qualificados para exercerem sua função, ressaltando mais uma vez a falta de estrutura adequada para tais fins. Existem ainda os dependentes do alcóol e de drogas licítas, como o cigarro, que são os principais alvos em propagandas contra o vício, apesar disso são os que menos mostram resultados de melhora, justamente pelo sistema de saúde mental precário. Situação comum em várias famílias de baixa renda.
Desta maneira, a disponibilidade de tratamentos eficazes e acessíveis para dependentes químicos é outro desafio significativo, muitas vezes, os tratamentos disponíveis são limitados em termos de sua eficácia e acessibilidade, especialmente para aqueles que pertencem a grupos marginalizados ou de baixa renda. Para abordar essa questão, é necessário ampliar o acesso a uma variedade de opções de tratamento, incluindo terapias comportamentais e medicamentos, garantindo que estejam disponíveis para todos, independentemente de sua situação financeira ou social, o ideal seria a inclusão de moradores de ruas dentro dessas clínicas, uma vez que são os mais afetados pelos vícios, sua participação poderia trazê-los para reabilitação social e assim diminuir a desigualdade empregada no país.
Diante disso, cabe ao Ministério da Saúde - órgão responsável pela prevenção e assistencia à saude dos brasieliros - fazer novos investimentos em instituições, medicamentos e profissionais da área, para que assim os índices de dependentes químicos decaia, a partir dos tratamentos adequados e assim garantir uma melhor qualidade de vida das pessoas prejudicadas.