Desafios para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino
Enviada em 14/08/2025
Em pleno século XXI, ainda é necessário debater sobre a desigualdade de gênero, um problema que expõe não só falhas estatais, mas também a conivência histórica com marcas enraízadas. A persistência dessa realidade revela um cenário em que o machismo e as leis não apenas coexistem, mas se alimentam mutuamente. Diante disso, é evidente que o tema exige reflexão crítica e ações concretas.
Uma das principais raízes do problema está presente desde a infância, no qual a menina tem a sua identidade moldada para servir, vista então como inferior, fraca e menos importante. Essa lógica foi construída ao longo do tempo e, muitas vezes, é legitimada por instituições sociais como a família, a escola e a mídia. Como analisou Simone Bevouir, na frase “não se nasce mulher, torna-se mulher”. Tal estrutura não só invisibiliza o problema, mas o reproduz cotidianamente, dificultando qualquer tentativa real de transformação.
Além disso, a ineficiência — ou, por vezes, a comodidade — do Estado em lidar com a misoginia contribui para o agravamento do cenário. Embora existam leis e políticas que, na teoria, busquem combater a desigualdade de gênero, na prática elas são insuficientes, mal fiscalizadas ou ignoradas. Dados feitos pelo Datafolha, por exemplo, comprovam que pelo menos 98,9% das mulheres brasileiras já foram vítimas de uma atitude ou fala machista, sendo 21% delas agredidas fisicamente por seus companheiros. Essa negligência institucional reforça a ideia de que o machismo pode alcançar outras camadas da violência. Não é limitado apenas em frases ou tratamentos machistas, mas que também deixa visível que o Brasil não é um país seguro para as mulheres.
Diante da inércia social e estatal em relação a diferença de gênero, é urgente que o Ministério da Educação assuma seu papel e implemente ações nas escolas, com palestras educacionais desde o jardim de infância para meninos e meninas, visando combater os efeitos da misoginia de forma estrututal. Paralelamente, o Ministério da Segurança Pública, devem atuar em conjunto, reforçando a fiscalização de orgãos políciais, garantindo então, a segurança da mulher brasileira. Dessa forma, será possível romper o ciclo de negligência e caminhar rumo a um país no qual a equidade de gênero é uma realidade.