Desafios para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino
Enviada em 22/08/2025
Segundo Raquel Lyra: “Precisamos fazer com que mais mulheres ocupem espaços de poder”. Nessa perspectiva, a primeira mulher eleita governadora do estado de Pernambuco expõe a desigualdade vivida pelas mulheres não só na política mas em todas as áreas da sociedade, o que é grave e convém ser analisado. Nesse sentido, pode-se afirmar que a problemática é decorrente da inércia governamental e do preconceito.
Primeiramente, é válido destacar que as poucas ações do governo na promoção da equidade de gênero agravam a situação, as mulheres desamparadas frente ao poder público amplamente dominado por homens se sentem desmotivadas a progredir pessoalmente e profissionalmente. A esse respeito, a Constituição Cidadã de 1988 assegura que todos são iguais em direitos e deveres perante a lei. Sob essa ótica, pode-se depreender que é urgente o aumento de políticas públicas que favoreçam as mulheres nos ambientes de trabalho, educação, lazer e etc dando a elas as mesmas condições de vivência dadas aos homens.
Ademais, é importante salientar o preconceito sofrido pelas vítimas femininas no país, fruto de uma cultura machista compenetrada no corpo social e que se perpetua até os dias atuais. A exemplo disso, Maya Angelou afirma: “O preconceito é um fardo que confunde o passado, ameaça o futuro e torna o presente inacessível”. Sob esse viés, pode-se compreender que a ideia de superioridade atribuida aos homens contribui diretamente com o agravamento do problema, levando-os a pensar que apenas eles são capazes. Dessa forma, é urgente uma desmestificação desse pensamento na população brasileira.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para amenizar a situação. O governo - órgão responsável por garantir a condição de existência a todos - deve garantir um maior desenvolvimento das mulheres em todas as áreas da sociedade, como por exemplo, pela criação de uma lei que determine um número de vagas asseguradas as mulheres nas disputas por cargos públicos. Como também a promoção de palestras em escolas que conscientizem os cidadãos desde crianças sobre a igualdade ente homens e mulheres. Dessa maneira o país se tornará um lugar mais justo para todos.