Desafios para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino
Enviada em 12/09/2025
Na série “doctor house”, a qual aborda o cotidiano médico, há momentos dedica-dos somente a representação da disparidade entre homens e mulheres dentro da medicina. Porém, tal cenário não se limita ao universo cinematográfico, haja vista no Brasil os desafios quanto à promoção da equidade de gênero e do empodera-mento feminino. Desse modo, urge a necessidade de discutir os principais empecil-hos na problemática: a invisibilidade e a ineficiência estatal.
Nesse sentido, em primeira análise, é preciso atentar para a falta de debates presente na questão. Em vista disso, a socióloga brasileira Djamila Ribeiro afirma que para atuar-se numa situação, deve-se, antes de tudo tirá-la da invisibilidade. Entretanto, em desconformidade com a ideia da pensadora, não observa-se esse comportamento na sociedade brasileira, uma vez que não se discute a desigualda-de de gênero, -que se manifesta na vulnerabilidade maior para sofrer assédios mo-rais e salários menores no ambiente profissional- a qual afeta muitas brasileiras. Assim, há a manutenção do problema e sua resolução se torna algo intangível.
Além disso, a ineficiência governamental é outro agravante desse imbróglio. A esse repeito, o filósofo Zygmount Bauman, define instituições zumbi como orgãos estatais que mantêm suas estruturas físicas, todavia, perderam suas funções socia-is. Logo, torna-se evidente que o Estado brasileiro se encaixa na visão bauminiana, pois, não há interposição de maneira produtiva quanto à problemática do precon-ceito machista e tampouco há esforços para promover o empoderamento das mul-heres, resultando numa sociedade disfuncional, que ainda vive aos moldes patriar-cais e não oferece oportunidades igualitárias para mulheres. Dessa maneira, é necessário que haja uma reforma das condutas estatais para uma melhor vivência das cidadãs.
Portanto, é indispensável intervir na disparidade de gênero. Para isso, o Estado -maior organização administrativa do país- deve, por meio de verbas públicas, criar leis que obrigam empresas a contratar seu quadro de funcionários com reserva de metade das vagas para mulheres, com o objetivo de mitigar a desigualdade de gê-nero, además, devem ser exibidas propagandas que incentivem a autoconfiança e a emancipação feminina diante da cultura machista presente no Brasil.