Desafios para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino
Enviada em 24/10/2025
Na canção “Vilarejo”, de Marisa Monte, suscita-se a existência de um mundo ideal nos versos “Terra de heróis, lares de mãe/Paraíso se mudou para lá”. Fora da esfera musical, esse lugar representa a esperança dos indivíduos afetados pelos desafios para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino. Todavia, essa existência se torna utópica devido à negligência governamental, além da falta de empatia de uma sociedade passiva. Assim, ações são necessárias para reverter esse cenário.
Sob esse prisma, é pertinente ressaltar que a desigualdade de gênero é agravada pela inoperância do Poder Público. Nesse escopo, a antropóloga Lilia Schwarcz afir-ma que o Brasil pratica uma “política de eufemismos”, haja vista o descaso gover-namental perante a problemática. Desse modo, por não garantir políticas públicas efetivas de igualdade salarial, proteção contra a violência e acesso igualitário a cargos de liderança, os cidadãos afetados — especialmente as mulheres — sofrem com a perpetuação da exclusão e da subvalorização no mercado de trabalho e nos espaços de poder.
Além disso, é preponderante destacar que o corpo social vigente é individua-
lista, fato que o torna passivo em relação à luta pela equidade de gênero. Sobre isso, o sociólogo Zygmunt Bauman explica que, na “modernidade líquida”, falta empatia e solidariedade. Dessa forma, os indivíduos não se mobilizam para combater estereótipos e denunciar atitudes machistas, o que gera a manutenção de padrões culturais que inferiorizam a mulher e dificultam seu empoderamento.
Portanto, com o intuito de solucionar os desafios dessa problemática, o Minis-tério da Cultura, órgão federativo responsável por promover os meios de comuni-cação, deve criar uma campanha de conscientização efetiva em todo o país. Esta ação será implantada por meio de propagandas institucionais nas redes sociais do Governo Federal e nos canais abertos de televisão, os quais devem mostrar exem-plos de mulheres que romperam barreiras sociais e de atitudes cotidianas que fortalecem a igualdade entre os gêneros, a fim de formar cidadãos mais empáticos e conscientes. Com essa medida em prática, há possibilidade de viver em um mundo melhor, como o vilarejo inferido por Marisa Monte.