Desafios para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino
Enviada em 21/10/2025
A Pirâmide de Maslow, teoria que organiza as necessidades humanas em uma hierarquia, mostra que a realização pessoal só é possível quando demandas básicas — como alimentação, segurança e pertencimento — estão satisfeitas. Essa lógica reflete a realidade de muitas mulheres que enfrentam, diariamente, desafios estruturais que limitam sua autonomia e reconhecimento. Nesse contexto, o problema se intensifica não apenas pela persistente desigualdade de gênero, mas também pela naturalização do machismo, o que evidencia um cenário de negligência social.
A omissão governamental agrava ainda mais essa situação. A Revolução Industrial, embora tenha impulsionado o progresso tecnológico, aprofundou desigualdades e fragilizou relações humanas. De forma semelhante, a falta de políticas públicas eficazes contribui para a exclusão feminina, já que persistem diferenças salariais, baixa representatividade em cargos de liderança e altos índices de violência de gênero. Assim, torna-se urgente uma atuação mais firme do Estado na promoção da igualdade entre homens e mulheres.
Além disso, o machismo estrutural continua sendo um dos principais pilares dessa problemática. No livro “Ensaio sobre a Cegueira”, de José Saramago, a perda da visão simboliza a ausência de empatia, o que leva ao colapso da coletividade. De modo análogo, a indiferença social diante da desigualdade de gênero impede avanços e normaliza comportamentos opressores, reforçando as barreiras que dificultam o empoderamento feminino.
Portanto, é essencial a atuação conjunta do Estado e da sociedade civil para superar esse impasse. O Ministério das Mulheres deve destinar verbas específicas que, por meio de campanhas educativas e programas de capacitação, promovam o empoderamento feminino e o combate à violência de gênero, em parceria com escolas e empresas, a fim de garantir equidade e fortalecer a democracia.