Desafios para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino

Enviada em 22/10/2025

Durante a Revolução Francesa, difundiu-se a máxima “liberdade, igualdade e fraternidade”, que marcou o início de uma era em que os direitos humanos tornaram-se pauta central das sociedades modernas. Entretanto, mesmo após séculos de avanços, a equidade de gênero ainda se configura como um desafio contundente na construção de uma nação justa e democrática. Apesar dos esforços de movimentos sociais e das políticas públicas implementadas, a desigualdade de gênero e o baixo empoderamento feminino persistem de forma prejudicial, sobretudo pela manutenção de antigos pensamentos patriarcais e pela omissão estatal em promover políticas efetivas de inclusão e proteção.

Com efeito, para que a equidade de gênero seja efetivada, é necessário desconstruir estereótipos culturais e fortalecer políticas públicas inclusivas. Nesse contexto, a persistência de antigos pensamentos limita a presença feminina em cargos de liderança. Segundo a ONU Mulheres, brasileiras ganham cerca de 20% menos que homens em funções equivalentes. Todavia, essa disparidade reflete uma herança arcaica que associa o gênero feminino à subordinação doméstica. É incoerente que, em um país moderno, tais práticas discriminatórias ainda se mantenham.

Além disso, a omissão do Estado contribui para perpetuar a desigualdade. A Constituição de 1988 assegura o direito à igualdade, e a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) protege mulheres contra a violência doméstica. No entanto, a aplicação dessas normas é limitada pela falta de estrutura e fiscalização, o que torna a proteção feminina ineficaz. Enquanto a negligência institucional persistir, o Brasil continuará reproduzindo um ciclo prejudicial de exclusão e violência.

Portanto, é urgente que o Ministério da Educação, em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, implemente programas educacionais de conscientização de gênero, por meio de campanhas escolares e projetos pedagógicos, a fim de desconstruir estereótipos e valorizar o papel da mulher. Ademais, o Poder Legislativo deve reforçar políticas de incentivo à representatividade feminina, com cotas proporcionais em cargos públicos para assegurar igualdade de oportunidades e promover justiça social.