Desafios para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino

Enviada em 24/10/2025

“Aprendi que a liberdade não se pede - conquista-se mesmo que doa”. Julia Lopes de Almeida faz críticas através da história de vida em “Memórias de Martha” a luta feminina e o empoderamento na visibilidade. A obra brasileira traz as barreiras da equidade de gênero, que é uma problemática atemporal brasileira com negligência de mudanças rígidas e significativas. Com tudo, os desafios para promover a igualdade de gênero são: a cultura machista enraizada e o capitalismo.

Tendo em vista que a cultura é uma sólida base que molda opiniões e atitudes, os pensamentos antigos acabam se fixando na história e cotidiano brasileiro. A mulher a anos é retratada e estereotipada com a submissa, mãe e objeto de desejo. Por isso, sua emancipação passa a ser dificultosa e lenta. Como exemplo, “A Greve do Sexo” é um texto teatral feito mais de 1000 anos antes de cristo, que colocava as mulheres como um objeto de desejo. Mesmo assim, a mulher é, até nas mídias sociais, alvo de machismo e desigualdade por gênero.

Nesse viés, a imagem estereotipada da mulher trouxe barreiras para as oportunidades de uma vida independente. É notório que os homens tendem a ter maiores oportunidades de benefícios e maior reconhecimento. Como resposta, cerca de 38% dos cargos altos são compostos por mulheres, que desde sempre provam maior capacidade de organização e dedicação. Além disso, quando conseguem cargos de maior lucro, podem ser sexualizadas, rebaixando sua capacidade a algum interesse maior com o superior. A opinião machista é, e sempre foi, um desafio para a equidade de gênero.

Outrossim, é dever do governo mudar as políticas para contratação e promoção empresarial, para que o gênero não seja um benefício ou malefício de currículo. Também, é necessária que a sociedade altere os pensamentos estereotipados e antigos sobre o “dever” da mulher, por meio de campanhas, maior visibilidade feminina e palestras desde o crescimento de novos homens, com a finalidade de mudar a cultura enraizada do país e trazer uma nova vida as mulheres, para que assim a crítica feita em “Memórias de Martha” deixe de ser altemporal, e se torne um registro do empoderamento feminino real.