Desafios para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino
Enviada em 26/10/2025
De acordo com a Constituição Federal, promulgada em 1988, é dever do Estado garantir o bem-estar social de todos os cidadãos. Entretanto, esse direito não contempla toda a população, uma vez que as dificuldades para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino persistem. Sob esse viés, destacam-se os desafios para o enfrentamento dessa problemática: a omissão estatal e a desigualdade social.
Diante desse cenário, observa-se a existência de uma negligência governamental em relação a esse entrave. Nesse sentido, no livro “Cidadão de Papel”, Gilberto Dimenstein discute a distância entre os direitos garantidos pela Constituição e a realidade prática, evidenciando que muitos cidadãos possuem direitos apenas “no papel”. Fora da ficção, ocorre um problema análogo no Brasil, grande parte das políticas públicas voltadas à igualdade de gênero ainda é ineficaz ou insuficiente, o que perpetua situações de discriminação. Desse modo, não é razoável que a omissão do Estado permaneça em um país que almeja tornar-se uma nação desenvolvida.
Outrossim, a desigualdade social intensifica esse impasse. Assim, no filme “Enola Holmes 2”, é retratada a luta de mulheres operárias em uma fábrica de fósforos por condições dignas de trabalho e reconhecimento. De forma análoga, na sociedade brasileira contemporânea, muitas mulheres ainda enfrentam obstáculos estruturais, como a disparidade salarial e a falta de acesso à educação e cargos de liderança, que dificultam seu empoderamento. Dessa forma, é contraditório que, mesmo em uma nação pós-moderna, a desigualdade social e de gênero ainda seja uma realidade persistente no Brasil.
Portanto, é urgente que as escolas - responsáveis pela transformação social - em parceria com o Ministério da Educação, promovam, por meio do direcionamento de verbas públicas, projetos pedagógicos, como palestras e ações comunitárias que abordem o tema da igualdade de gênero e o empoderamento feminino. Assim, será possível garantir que os direitos previstos na Carta Magna sejam, de fato, efetivados a todos os cidadãos, promovendo uma sociedade mais justa e igualitária.