Desafios para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino
Enviada em 25/10/2025
Na obra “A República”, o filósofo grego Platão idealiza Kallipolis, uma cidade justa e harmônica. Essa concepção de equidade orienta, há séculos, as sociedades em busca de justiça social. No entanto, mais de dois milênios após essa utopia, a desigualdade de gênero ainda representa, no Brasil, um entrave à efetivação da cidadania plena. Diante desse contexto, a invisibilidade midiática e a negligência estatal são fatores que perpetuam tal problema.
De início, é necessário ressaltar o papel da invisibilidade midiática como agravante do problema. Os meios de comunicação, ao reproduzirem estereótipos e limitarem a presença feminina em espaços de destaque, reforçam a desigualdade entre os gêneros. Conforme Pierre Bourdieu, a mídia molda percepções sociais — logo, a ausência de representações positivas das mulheres contribui para a manutenção do machismo estrutural.
Além disso, a negligência estatal também intensifica a questão. Apesar de a Constituição de 1988 garantir igualdade entre homens e mulheres, a falta de políticas públicas eficazes e fiscalizações consistentes perpetua disparidades salariais e de oportunidades. Assim, o Estado falha em seu papel de promotor do bem-estar social e da equidade.
Portanto, o Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres, deve implementar campanhas midiáticas educativas que promovam o respeito e a valorização feminina, utilizando incentivos fiscais às emissoras que adotem práticas inclusivas. Tal ação tem o objetivo de fortalecer o empoderamento feminino e aproximar o país dos ideais de justiça e harmonia propostos por Platão.