Desafios para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino

Enviada em 27/10/2025

A equidade de gênero é uma pauta essencial para o desenvolvimento social, reconhecida pela Organização das Nações Unidas na Agenda 2030. Porém, mesmo com avanços como o maior acesso das mulheres à educação e ao mercado de trabalho, ainda existem barreiras estruturais que impedem a igualdade plena no Brasil. Nesse sentido, a afirmação da filósofa Simone de Beauvoir — “não se nasce mulher, torna-se” — comprova que tais desigualdades são construções sociais que precisam ser superadas.

Nesse contexto, a cultura patriarcal permanece como base do problema. Desde a formação da sociedade brasileira, papéis femininos foram limitados ao lar e à submissão masculina. De acordo com Pierre Bourdieu, essa “dominação masculina” molda comportamentos e reforça estereótipos que prejudicam a autonomia feminina. Soma-se a isso a violência de gênero: o Atlas da Violência revela altos índices de feminicídio no país, enquanto obras como o documentário “Chega de Fiu-Fiu” mostram que o assédio e a desvalorização do corpo da mulher ainda são naturalizados.

Ademais, a desigualdade econômica e política persiste. Mesmo sendo maioria no ensino superior, mulheres continuam recebendo salários menores que os homens e enfrentando o chamado “teto de vidro”, que dificulta o acesso a cargos de liderança. Na política, sua baixa representatividade inviabiliza que demandas femininas sejam plenamente atendidas, contrariando o pensamento de John Stuart Mill, para quem a pluralidade é fundamental à democracia.

Portanto, é urgente que o Estado e a sociedade promovam transformações efetivas. Campanhas educativas que combatam estereótipos, fortalecimento da Lei Maria da Penha e políticas que estimulem mulheres em espaços de poder são essenciais para assegurar direitos e oportunidades iguais. Dessa forma, será possível construir um país mais justo, no qual o empoderamento feminino seja realidade e não apenas promessa.