Desafios para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino
Enviada em 21/05/2026
A desigualdade de gênero é uma questão que vai além das diferenças biológicas, ela está profundamente enraizada nas estruturas sociais. O machismo não é apenas uma escolha pessoal, mas sim um sistema que mantém as mulheres em posição de submissão. Nesse contexto, as instituições falham em combater essa realidade, permitindo que a violência contra a mulher continue a ocorrer diariamente no Brasil.
A violência de gênero é uma expressão clara dessa desigualdade estrutural. O filósofo Pierre Bourdieu, em seu livro “A Dominação Masculina”, mostra como o machismo se tornou algo natural na sociedade, tornando a opressão quase invisível. E, como Simone de Beauvoir recorda, “não se nasce mulher, torna-se”, o que evidencia que a feminilidade é, na verdade, uma construção social. Os números são alarmantes: no Brasil, ocorre um feminicídio a cada seis horas. Isso demonstra que a desigualdade não é apenas uma questão teórica, é uma realidade que resulta em vidas perdidas.
Além disso, a falta de mulheres em posições de poder só agrava a situação. Atualmente, apenas quarenta e seis países possuem mais de trinta por cento de mulheres no parlamento, e o Brasil não está entre eles. Sem a representação feminina na política, leis importantes que protegem as mulheres, como a Lei Maria da Penha, muitas vezes ficam apenas no papel. A ONU criou o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número cinco para promover a igualdade de gênero, mas ainda está longe de atingir essa meta.
Por isso, é fundamental que o Estado, em parceria com o Ministério da Educação, desenvolva programas que incluam a educação sobre igualdade de gênero no currículo escolar. Através de disciplinas e orientações pedagógicas desconstruindo estereótipos desde a infância. Essa abordagem irá contribuir para a formação de gerações mais conscientes e respeitosas em relação às mulheres. Investindo em educação e promovendo uma mudança de mentalidade, com o intuito de pavimentar o caminho em direção à igualdade e ao respeito pelos direitos humanos fundamentais.