Desafios para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino

Enviada em 21/05/2026

A Constituição Federal de 1988 garante a igualdade entre homens e mulheres perante a lei. Entretanto, apesar dos avanços nas últimas décadas, a equidade de gênero ainda não é totalmente efetiva no Brasil. Nesse contexto, a busca pelo empoderamento feminino esbarra em barreiras históricas e estruturais. Entre os principais desafios, destacam-se a persistência do machismo estrutural e a desigualdade na divisão do trabalho, fatores que limitam a autonomia e a ascensão das mulheres.

De início, o machismo estrutural representa um grande obstáculo para a promoção da igualdade de gênero. Na obra O Segundo Sexo, a filósofa Simone de Beauvoir afirma que “não se nasce mulher, torna-se mulher”, criticando a construção social que impõe papéis de subalternidade ao sexo feminino. Da mesma forma, a sociedade brasileira ainda reproduz estereótipos que inferiorizam a mulher e reforçam relações desiguais de poder. Essa realidade é perceptível nos elevados índices de violência doméstica e na baixa representação feminina na política e em cargos de liderança. Dessa maneira, é notório que padrões culturais ultrapassados contribuem para a manutenção da desigualdade e dificultam o empoderamento feminino.

Além disso, a desigualdade na divisão do trabalho intensifica esse problema. O sociólogo Zygmunt Bauman, ao criticar as instituições contemporâneas, destaca a ausência de garantias efetivas de direitos fundamentais em sociedades marcadas pelo consumo e pela desigualdade. No mercado de trabalho brasileiro, essa lógica se torna evidente, já que muitas mulheres enfrentam a chamada “dupla jornada”, acumulando responsabilidades profissionais e domésticas. Como consequência, há menos oportunidades de crescimento profissional, além da persistência da desigualdade salarial entre homens e mulheres. Assim, a sobrecarga feminina contribui para perpetuar cenários de dependência econômica e exclusão social.

Portanto, é necessário combater os desafios que impedem a equidade de gênero no Brasil. Para isso, o Governo Federal,por meio do Ministério da mulher e da educação, deve promover campanhas e projetos educacionais sobre igualdade de gênero nas escolas. Dessa fora será possível mitigar os efeitos desse problema.