Desafios para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino

Enviada em 22/05/2026

A filósofa Simone de Beauvoir dizia que “não se nasce mulher, torna-se mulher”, o que significa que a desigualdade entre os sexos é criada pela sociedade, e não algo natural. No entanto, mesmo com leis que buscam a igualdade, o Brasil ainda enfrenta dificuldades para garantir que mulheres tenham os mesmos direitos e poder de decisão que os homens. Esse problema acontece, principalmente, por causa de preconceitos antigos e da desigualdade no mercado de trabalho.

Primeiramente, é preciso destacar que a educação brasileira ainda reforça papéis tradicionais de gênero. Desde cedo, muitas crianças aprendem que certas tarefas são “de mulher” e outras “de homem”. Isso cria barreiras invisíveis que limitam as escolhas das meninas, fazendo com que elas acreditem que não devem ocupar cargos de liderança ou seguir carreiras em áreas como tecnologia e engenharia. Esse tipo de criação acaba naturalizando a ideia de que a mulher é inferior, o que se reflete na falta de representatividade feminina na política e em espaços de poder.

Além disso, a diferença salarial e a sobrecarga de trabalho são grandes obstáculos para o empoderamento feminino. Mesmo quando estudam tanto ou mais que os homens, as mulheres ainda ganham menos e, na maioria das vezes, são as únicas responsáveis pelos cuidados com a casa e com os filhos. Essa “dupla jornada” limita o tempo e a autonomia financeira da mulher, tornando-a mais dependente e, consequentemente, mais vulnerável a situações de violência, já que muitas não conseguem sair de casa por não terem condições de se sustentar sozinhas.

Portanto, para mudar essa realidade, o Governo Federal precisa agir. O Ministério da Educação deve incluir nas escolas debates sobre igualdade de gênero, usando palestras e atividades que ensinem desde cedo que homens e mulheres têm capacidades iguais. Ao mesmo tempo, o Ministério do Trabalho deve criar leis mais rígidas e incentivos para empresas que garantam salários iguais para cargos iguais, além de incentivar que homens dividam as tarefas domésticas através de licenças parentais mais equilibradas. Assim, será possível construir um país onde o gênero não seja um limite para o sucesso de ninguém.