Desafios para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino

Enviada em 19/08/2026

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), assinada pela maioria dos países do mundo, a igualdade de tratamento entre seres humanos é considerada um direito essencial. Apesar disso, a população mundial ainda apre-senta problemas na mitigação da desigualdade entre sexos, que resulta em pre-juízos a mulheres. O fundamento de tal dificuldade pode ser apontado pela inte-gração do machismo na estrutura da sociedade, provocada pelo patriarcado.

“Patriarcado” é o nome dado ao modelo que centraliza a figura masculina como centro de providência e poder no ambiente familiar, podendo também transcender a outros cenários. Predominante inicialmente na cultura ocidental, ele disseminou-se junto do colonialismo enfrentado globalmente. Segundo a socióloga Bell Hooks, em seu livro “O feminismo é para todos”, o patriarcado é base primordial na sus-tentação do machismo e sua permeação na estrutura social. Devido a suas raízes centenárias, o patriarcado torna-se um dispositivo de manutenção e perpetuação de desafios na promoção da equidade de gênero.

Como consequência, o machismo decorrente da relação patriarcal estabelece comportamentos que reafirmam a posição inferior da mulher na sociedade e a afasta de tentativas de empoderamento. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres ganham, em média, 78% do rendimento dos homens no mercado de trabalho; além disso, elas gastam cerca de 21 horas semanais em tarefas domésticas, contra de 11 horas gastadas por homens. Tais estatísticas apresentam-se como reflexão dos papéis de gênero, que promovem a jornada dupla feminina (trabalho doméstico e laboral) e sua desvalorização no mercado de trabalho, desafios típicos na luta feminina pela igualdade.

Portanto, a tomada de medidas para redução da misoginia no tecido sociocul-tural brasileiro é traduzida no fomento da equidade de gênero e empoderamento feminino. Assim, o Ministério da Cultura deve, por meio de mídia nacional, organi-zar eventos e propagandas que visem desmaterializar a pressão dos papéis de gênero oriundos do patriarcado, objetivizando a equidade de gênero na sociedade. Deste modo, será possível, então, que a igualdade de gênero torne-se um exemplo de comprometimento e legitimização da assinatura do Brasil na DUDH.