Desafios para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino

Enviada em 26/08/2026

A Constituição Federal de 1988, prevê em seu artigo 5° igualdade, como inerente a todo cidadão brasileiro . Entretanto, tal prerrogativa não tem se reverberado quando se observa os desafios em combater a desigualdade entre homens e mulheres e em promover o empoderamento feminino, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Nessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise da inércia do Estado em garantir a igualdade de gênero e a mídia, em geral, na responsabilidade em divulgar material que incite o ódio de homens pelas mulheres.

Em um primeiro momento, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a desigualdade entre homens e mulheres, principalmente na política, setor principal no combate ao problema, pois é nele que são criadas leis, para garantir a igualdade, respeito, e até mesmo, a sobrevivência feminina. Nesse sentido, fazer com que a bancada de deputados seja presidida por homens e mulheres, em igualdade, atenuaria o problema. Como exemplo, a deputada Erika Hilton possui um projeto de acolhimento a mulheres que sofrem violência, mas por um estado de dependência emocional e financeira, não conseguem sair de seus lares. Esse projeto propõe um salário mínimo mensal durante 12 meses, para que a vítima possa se separar e estruturar-se, promovendo um recomeço para essa mulher.

Ademais é fundamental apontar a mídia, como impulsionadora do problema, quando se observa a influenciadora Pietra Bertolazi, colocando sua opinião de cunho machista e extremamente prejudicial aos direitos conquistados pelas mulheres, abertamente na Internet. Segundo ela, os direitos deveriam regredir garantindo que as mulheres não tivessem voz, perdessem seu direito ao voto e dependessem de uma opinião masculina, para realizar suas escolhas, influenciando de modo negativo a população brasileira. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade do Ministério da Justiça, por intermédio dos canais midiáticos, televisão e Internet, promover ações para combater o preconceito e igualar os gêneros. A fim de tonar uma sociedade mais justa.