Desafios para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino
Enviada em 24/09/2026
No dia 7 de Agosto de 2006 foi sancionada a lei Maria da Penha, lei essa que tem como objetivo principal criar mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Entretanto, o cenário vivenciado na sociedade brasileira atual é completamente distinto do previsto pela legislação, evidenciando a existência de um problema. Diante do exposto, destacam-se como principais responsáveis de tal problemática dogmas ultrapassados e a invisibilização das demandas femininas.
Nesse contexto, no período de 1964–1985 ocorreu a chamada Ditadura Militar - fenômeno esse motivado pela forte polarização política, crise econômica e medo do comunismo durante o contexto da Guerra Fria - marcada pela extrema opressão e violência de gênero. DIante do exposto, nota-se os resquícios deixados por tal repressão, como na persistência da violência institucional contra a mulher, na naturalização da violência sexual e no apagamento histórico do protagonismo feminino. Dessa forma, os resquícios deixados na perspectiva geral da sociedade agravam e retardam a equidade de gênero, tornando-se uma meta cada vez mais distante.
Sob o exposto, a pesquisa “Precisamos entender a cultura do futebol feminino”, realizada pela revista Esquinas, expõe a disparidade de audiência entre o futebol masculino e feminino, evidenciando a menor visibilidade atribuída às mulheres no esporte. Nesse sentido, a negligência dessas pautas limita a representatividade feminina e dificulta seu empoderamento. Dessa forma, a falta de atenção às demandas de gênero contribui para a permanência da desigualdade e distancia a sociedade da equidade.
Portanto, cabe ao Estado ampliar as políticas públicas voltadas à proteção e à valorização feminina, por meio de campanhas de conscientização e ações educativas nas escolas e nos meios de comunicação. Ademais, é necessário promover maior visibilidade às pautas de gênero, a fim de combater preconceitos e garantir maior participação das mulheres nos diferentes espaços sociais. Assim, será possível reduzir as desigualdades e fortalecer o empoderamento feminino na sociedade brasileira.