Desafios para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino

Enviada em 24/09/2026

A Constituição Federal de 1988 assegura formalmente a igualdade jurídica entre homens e mulheres no Brasil. No entanto, a conquista da equidade de gênero e do empoderamento feminino esbarra em barreiras práticas alimentadas pelo machismo estrutural e pela negligência do próprio Estado. Assim, cria-se o cenário que o jornalista Gilberto Dimenstein chamou de “Cidadãos de Papel”, onde os direitos existem na lei, mas não se concretizam na vida real.

Em primeiro lugar, a disparidade no mercado de trabalho evidencia essa exclusão. Apesar de as mulheres possuírem, em média, maior escolaridade, elas ainda enfrentam a jornada dupla — dividida entre o emprego e o trabalho doméstico não remunerado. Além disso, a persistência de salários inferiores aos dos homens que exercem as mesmas funções limita diretamente a autonomia financeira feminina e perpetua a dependência econômica.Outro ponto crítico é a baixa representatividade feminina nos espaços de poder.

A presença de mulheres na política e em cargos de liderança corporativa ainda é muito pequena no país. Sem essa voz ativa no Legislativo e no Executivo, as demandas mais urgentes da população feminina acabam invisibilizadas, o que atrasa a criação de políticas públicas eficazes que combatam a discriminação de gênero na raiz.

Paralelamente, a violência de gênero continua ceifando vidas e destruindo o bem-estar social das brasileiras. Mesmo com avanços importantes como a Lei Maria da Penha, os casos de assédio e feminicídio são diários. Essa insegurança constante anula o direito constitucional à liberdade e impede o pleno exercício da cidadania pelas mulheres, que vivem sob o medo.Portanto, medidas são urgentes para mudar essa realidade.

O Ministério das Mulheres, em parceria com o Ministério da Educação, deve promover campanhas educativas focadas nas escolas e nos meios de comunicação de massa. Essa ação precisa acontecer por meio de debates pedagógicos sobre igualdade e rodas de conversa contra o machismo, com o objetivo de desconstruir preconceitos desde a infância e garantir o empoderamento feminino na prática.