Desafios para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino

Enviada em 28/07/2025

De acordo com o escritor George Orwell, “todos são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros”, em crítica à falsa ideia de igualdade em sociedades opressoras. Essa reflexão se aplica ao Brasil, embora haja avanços legais em prol da igualdade de gênero, ainda persistem obstáculos para o empoderamento feminino. Entre eles, destacam-se a manutenção de uma estrutura patriarcal que inferioriza a mulher em diversas esferas sociais e a presença do machismo estrutural que perpetua comportamentos discriminatórios e limita oportunidades.

Em princípio, um dos desafios para a equidade de gênero é a estrutura patriarcal, que reforça a visão do homem provedor e da mulher responsável pelos cuidados do lar. Segundo o Censo do IBGE, cerca de 2,5 milhões de mulheres não exercem atividades remuneradas fora de casa devido aos afazeres domésticos ou ao cuidado com os filhos, enquanto os maridos são os únicos responsáveis pelo sustento da família. Esse dado evidencia a permanência do patriarcado na sociedade, limitando a autonomia das mulheres e, em muitos casos, levando-as a suportar agressões físicas ou verbais em razão da dependência financeira.

Ademais, o machismo estrutural, reforçado por uma cultura patriarcal, representa mais um obstáculo à equidade de gênero, pois naturaliza comportamentos discriminatórios e limita o acesso das mulheres a espaços de poder e autonomia. Apesar dessas barreiras, dados do Portal G1 apontam que o número de mulheres que são responsáveis financeiras pelos domicílios no Brasil vem crescendo, alcançando 34,4 milhões. Esse dado demonstra a participação feminina nas responsabilidades econômicas, ainda que muitas vezes sem o devido reconhecimento social e enfrentando desigualdades no mercado de trabalho.

Em suma, para mitigar esse cenário, o Ministério da Educação, em parceria com os governos estaduais, deve implementar nas escolas, programas permanentes de educação para a igualdade de gênero, por meio de palestras, oficinas e materiais que abordem o respeito às mulheres, a desconstrução de estereótipos e a valorização da participação feminina. Tais medidas devem ser aplicadas de forma contínua e adaptadas às diferentes faixas etárias, com o objetivo de formar cidadãos mais conscientes e justos.