Desafios para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino

Enviada em 02/08/2025

Na canção “Estilo Vagabundo”, dos rappers MV Bill e Camila CDD, a cantora questiona os privilégios machistas do parceiro e afirma que não aceitará se submeter a essa situação. Essa realidade se assemelha ao contexto brasileiro, no que tange a falta de equidade de gênero. Dois desafios principais impedem a igualdade e o empoderamento feminino no país: as políticas públicas ineficazes e a ausência de movimentos sociais em ascensão.

A princípio, crimes contra a mulher e desigualdade salarial são exemplos de problemas mal enfrentados pelo Estado. Muitas leis existem, mas, sob o olhar do escritor e jornalista brasileiro Gilberto Dimenstein, permanecem apenas no papel, pois faltam ações efetivas e fiscalização. Além disso, mulheres vítimas de violência nem sempre são acolhidas adequadamente, e a diferença salarial entre gêneros persiste. Assim, sem políticas eficazes, o empoderamento feminino fica comprometido.

Ademais, a fraqueza dos movimentos sociais enfraquece a luta por direitos. Embora o feminismo tenha conquistado avanços históricos, hoje sofre preconceito e descredibilidade, o que dificulta o debate público. Para fundamentar essa ideia, a ativista Malala Yousafzai, afirma que “feminismo é uma outra palavra para igualdade”, reforçando que o movimento busca justiça, não superioridade. Logo, é fundamental manter essas mobilizações ativas para que as vozes das mulheres sejam ouvidas.

Portanto, para promover a equidade de gênero, o governo federal deve fortalecer políticas públicas, criando centros de acolhimento e ampliando delegacias especializadas, garantindo atendimento seguro e humanizado às vítimas. O Ministério da Educação, em parceria com ONGs, precisa promover campanhas educativas nas escolas e comunidades, com debates e oficinas que estimulem a reflexão sobre igualdade e combatam estereótipos. Com ações concretas e educação, será possível construir uma sociedade mais justa e respeitosa.