Desafios para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino
Enviada em 06/08/2025
Na canção “Estilo Vagabundo”, dos rappers MV Bill e Camila CDD, a cantora questiona os privilégios machistas do parceiro e afirma que não aceitará se submeter a essa situação. Essa realidade se assemelha ao contexto brasileiro, no que tange à falta de equidade de gênero, fator essencial para o desenvolvimento do país. Dois desafios principais impedem a igualdade e o empoderamento feminino no país: as políticas públicas ineficazes e a ausência de movimentos sociais em ascensão.
A princípio, crimes contra a mulher e desigualdade salarial são exemplos de problemas mal enfrentados pelo Estado. Leis como a Maria da Penha e a do Feminicídio buscam proteger a mulher, no entanto, sob o olhar do escritor e jornalista brasileiro Gilberto Dimenstein, permanecem apenas no papel, pois faltam ações efetivas e fiscalização. Além disso, mulheres vítimas de violência nem sempre são acolhidas adequadamente, e a diferença salarial entre gêneros persiste. Desse modo, sem políticas eficazes, o empoderamento feminino fica comprometido.
Ademais, a ausência de mobilizações sociais enfraquece a luta por direitos. Embora o feminismo tenha conquistado avanços históricos, hoje sofre preconceito e descredibilidade, o que dificulta o debate público. No Brasil, ações como a Marcha Mundial das Mulheres persiste, mas ainda enfrenta resistência social. Para fundamentar essa ideia, a ativista Malala Yousafzai afirma que “feminismo é uma outra palavra para igualdade”, reforçando que o movimento busca justiça, não superioridade. Logo, é fundamental manter essas mobilizações ativas para que as vozes femininas sejam ouvidas.
Portanto, para promover a equidade de gênero, o Governo Federal, por meio do Poder Legislativo (cuja função é elaborar e fiscalizar leis), deve fortalecer políticas públicas criando centros de acolhimento com psicólogos e assistentes sociais capacitados. Além disso, o Ministério da Educação, em parceria com ONGs, precisa desenvolver campanhas educativas nas escolas, abordando temas como respeito e diversidade. Sendo assim, com ações práticas, integradas e contínuas, será possível construir uma sociedade mais justa e respeitosa.