Desafios para promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino
Enviada em 17/08/2025
Na sociedade contemporânea, alguns comportamentos e traços culturais milenares vêm sendo revistos e ressignificados. Um dos principais expoentes desse cenário trata-se de realocar as mulheres na hierarquia social, porém, como em qualquer tentativa de mudança estrural, tal movimento enfrenta dificuldades e resistência de maior parte da população. Fica claro, portanto, que promover a equidade de gênero e o empoderamento feminino é um desafio urgente.
Em primeiro lugar, faz-se necessário destacar a ativa participação que o machismo estrutural possui nessa problemática, meninos e meninas são ensinados desde criança que eles ocupam lugares previamente definidos no trato social, essas pessoas crescem e perpetuam o mesmo comportamento com seus descendentes, desta maneira, inicia-se um ciclo que é passado de geração em geração. Segundo o filósofo Durkheim, “o homem é produto do meio”, o indivíduo que é ensinado desde a infância que os homens são quem detém o poder definitivo, seja no ambiente familiar ou profissional, torna-se uma pessoa que normaliza, naturaliza e repassa preconceitos enraizados. Tal conjuntura indica a necessidade de uma profunda transformação nos moldes da sociedade para o enfrentamento dessa situação.
Além disso, são diversos os exemplos que demonstram como o corpo social inferioriza e despreza o sexo feminino, recentemente um homem agrediu uma mulher com 61 socos, até 2021 a legítima defesa da honra poderia ser usada como tese de defesa em tribunais brasileiros, segundo a CNN, a cada 6 minutos uma mulher é estuprada no Brasil. O físico Albert Einstein afirmava que é mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito, a fim de encontrar uma solução para o problema, diversos obstáculos seriam confrontados.
Diante disso, é dever do Estado brasileiro tratar a situação com o imediatismo e planejamento necessário. Deverá ser aprovado em congresso o aumento de pena para todos os crimes relacionados a violência contra a mulher, e por meio do Ministério da Educação, uma nova disciplina será criada, o Pós-conceito, que seria destinada a ensinar crianças a conviver com diferenças desde a infância. Dessa forma, uma sociedade mais justa e igualitária será construída.