Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 11/09/2020

A insegurança causada pelo medo da dor no parto normal é um dos fatores que contribuem para o alto índice de cesarianas no Brasil. Todavia, vale reiterar que optar por uma cesariana é uma conduta equivocada, já que aumenta os riscos de saúde tanto para a mãe quanto para o recém-nascido, quando são saudáveis, e esse processo só é indicado em casos de problemas na saúde. Analogamente, com a evolução científica e tecnológica, os partos deixaram de ser algo natural para ser um processo que sofre interferências da medicina, por conseguinte, há uma ‘‘comercialização do modo de nascer’’,visto que o parto forçado tem um valor mais alto no Sistema Único de Saúde(SUS) em comparação com o natural, e não é feito por motivos emergenciais na maioria das vezes

Em primeiro plano, embora a cesariana seja mais rápida e indolente, os riscos podem ser amplos, pois afeta física e mentalmente a mulher. Nessa perspectiva, consoante com Esther Silva, coordenadora de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, o processo supradito pode dificultar o vínculo afetivo entre a mãe e o bebê inicialmente. Esse impasse de desnaturalização do parto é alto no Brasil, tendo em vista que 40% da mãe dos brasileiros realizaram cesária, consoante com o Ministério da Saúde(2014). Logo, os profissionais do setor devem conscientizar sobre os riscos.

Outrossim, fazer cesária, hodiernamente, é o mesmo que comprar um remédio que alivie a dor. Isso comprova a ‘‘comercialização dos partos’’ no Brasil, que deviam ser tratados como uma questão de saúde e não econômica,  tendo em vista que o custo da cesária no SUS é cerca de 100 reais mais caro que o parto normal devido à rapidez e a isenção do sentimento de dor. Essa disparidade econômica é comprovada pelo alto índice de cesária no setor privado(84%), ou seja, as mães que possuem condições financeira escolhem um ato forçado. Portanto, deve haver desvinculação de saúde e comércio quando a questão for nascimento.

Destarte, para superar os desafios da humanidade dos partos no Brasil, o Ministério da Saúde deve promover campanhas nas redes mais utilizadas hodiernamente: ‘‘Facebook’’, ‘‘Instagram’’ e ‘‘Twitter’’. Isso pode ser executado por intermédio de contratação dos jovens que cursam Publicidade para realizar campanhas breves e criativas nesse meios de comunicação. Deve haver uma exposição dos riscos, mostrando como a atitude de uma mãe pode ser egoísta, pensando somente na  dor do parto e não no bem-estar do recém-nascido, o qual pode nascer com complicações. Só assim, os nascimentos deixarão de ser ‘‘comercializados’’ e tornar-se-ão algo orgânico e menos técnico.