Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 11/09/2020

O artigo 5° da Continuação Cidadã de 1988 assegura o direito à vida. Conquanto, tal garantia encontra-se deturpada, visto que os procedimentos cesarianos possuem graves riscos e são responsáveis por inúmeras mortes. Dito isto, faz-se fundamental analisar que a falta de informação constitui como desafio substancial da promoção do parto humanizado no Brasil. Consequentemente, danos não só à mulher, como também ao bebê, são observados e precisam ser combatidos.

Em primeira instância, é fulcral averiguar que a falta de conhecimento no que tange os partos naturais dificulta a promoção destes no Brasil. Nessa ótica, a Ditadura Civil-Militar de 1964 é marcada pela censura de informações a fim de moldar a massa e beneficiar os interesses estatais. De maneira análoga, nota-se, hodiernamente, que não há o devido fomento de dados - quiçá propositalmente - que mostram os benefícios dos partos humanizados e sua maior segurança, manipulando, assim, a opinião popular, o que influencia as mulheres a optarem pelo método cesário, uma vez que este é mais abrupto e causa menos demora ao atendimento. Logo, depreende-se que o governo deve fornecer informações para, dessa forma, promover a saúde assegurado constitucionalmente.

Por conseguinte, danos horrendos ao bem-estar da mulher e do bebê são ocasionados. Nesse panorama, dados da Universidade Federal de Santa Cataria apontam que as cirurgias cesárias matam três vezes mais que os partos humanizados. Dessa maneira, é evidente que os procedimentos mais medicamentais oferecem, em muitos casos, riscos físicos e psicológicos para a mãe e para seu  filho durante e após a cirurgia, podendo levar-los, até mesmo, ao óbito. Em síntese, a figura materna deve ser devidamente informada desses riscos para, assim, evitá-los.

Dessarte, é inquestionável que os partos cesários são, muitas vezes, danosos, necessitando da interferência estatal para a maior promoção dos procedimentos naturais. Urge, então, que o poder público, na imagem do Ministério das Comunicações, forneça dados  que comprovem a segurabilidade dos partos humanizados em detrimento da tomotocia, por intermédio das mídias, como o Instagram, o Twitter, o Facebook  ou os canais televisivos, de forma clara e sucinta, com o objetivo de fomentar o conhecimento popular e promover a ascensão dos partos naturais no Brasil. Como efeito, espera-se com isso a redução do número de mortes nos procedimentos de partição e a plena efetivação das Cláusulas Pétreas nacionais.