Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 19/12/2020
Um dos ditos mais famoso do politico e filósofo, Francis Bacon, foi ’’ haverá um dia em que o ser humano ira dominar a natureza e os processos naturais’’. Ademais, séculos a frente desse dito, as gerações atuais observam a realidade nessa fala, ao observar que, de acordo com o portal da OMS (Organização Mundial da Saúde), os partos de cesariana, os transpantes de sangue e diversos outros procedimetos médicos estão avançando bastante com o advento da ciência. Desse modo, estando ciente dessas mudanças que passaram a ocorrer, cabe debater como esses fatores dificultam o parto humanizado e como a falta de informações corrobora com isso.
De início, deve-se destacar que, para o sociólogo Theodor Adorno, um dos fatores que mais fazem as populações seguirem determinados comportamentos é a disseminação de determinadas notícias para o público, sendo isso fatos isolados ou não. Aliás, esse pressuposto mostra sua veracidade ao analizar que, segundo o especialista médico em cirurgias de gravidez, Dr Carlos Vital, o principal fator que faz com que a porcentagem de mulheres que optam pela cesariana cresçam constantemente é a imagem negativa da dor e dos riscos de vida do parto normal, em relação aos seus benéficios. Destarte, esse fator contribui para que muitas mulheres antes mesmo de completar sete meses de gestação, já estajam decididas de que o método de ‘‘dar a luz’’ a ser escolhido será o cirúrgico.
Em segundo lugar, vale ressaltar que, de acordo o pensador Émile Durkheim, o fato social é como as pessoas tendem a seguir determinadas tendências que ocorrem ao longo do tempo sem ao menos questionar sua funcionalidade. Outrossim, esse fato é preocupante ao se analisar que o jornal R7, divulgou informações que mostram que mais de 60% dos partos no Brasil ocorrem de forma a utilizar procedimentos de operação. Dessarte, a popularização desse procedimento pode ser bastante maléfica, haja vista que, para vários especialistas da BBC, está comprovado que essa ação cirúrgica aumenta os riscos de infecções bacterianas para mães e filhos, além de retardar o processo natural de imunização da criança o que em casos graves pode levar a criança a morte.
Portanto, estando a par desse quadro de informações, faz-se necessárias medidas capazes de mudar essa realidade. Para tanto, cabe ao MInistério da Saúde, em parceria com o Ministério das Comunicações, criar propagandas que conscientizem e informem a respeito desse comportamento. Isso pode ser feito por meio da destinação de verbas públicas para a formação de campanhas que mostrem as vantagens do parto humanizado e como ele pode fazer bem para a mãe e o bebê que ela está carregando em seu ventre. Desse maneira, será possível fomentar para uma sociedade mais saúdavel e com menos riscos para as grávidas e seus descendentes.