Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 13/11/2020
Desde o início de sua existência o ser humano tem medo daquilo que não consegue controlar, e mesmo na questão do processo de gestação não é diferente, pois devido as possíveis complicações que um parto natural pode acarretar, como dor extrema e distensão no cordão umbilical, décadas atrás foi aperfeiçoado um procedimento pelo qual o abdômen da mulher é aberto para a retirada do feto, denominado de Cesária, em homenagem ao procedimento pelo qual foi concebido Júlio César, o imperador romano. Entretanto, o que muitos parecem ignorar são os riscos de sua realização, sendo que, a probabilidade de óbito é cerca de 3 vezes maior, reforçando o quanto essa prática só deve ser usada em emergências de vida ou morte, infelizmente nem todos os cirurgiões seguem essa regra.
Tomando o Brasil como exemplo, ele é tido como o país com maior frequência de cesarianas no mundo por conta do comodismo que certas adultas desenvolveram na abstenção da dor. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 55% dos nascimentos no Brasil são feitos dessa forma e o número tem de a crescer conforme os anos, porém o índice de cirurgias autorizado pela organização é cerca de 15%, sendo justificada pela insuficiência cardíaca do recém nascido e pela dificuldade de segurança em procriações futuras, piorando a qualidade de vida pós parto, por isso hábitos comodistas precisam ser combatidos no Brasil.
Dentre eles está o desencorajamento na aplicação do nascimento natural pela sociedade, porque apesar de ser necessária uma intervenção em casos especiais de má formação e não causar desconforto, é uma execução cerca de 100 a 200 reais mais cara segundo o SUS (Sistema Único de Saúde) e ademais a paciente precisa estar ciente dos malefícios de cada uma para tomar uma decisão. Seguindo por esse ângulo, segundo o Ministério da Saúde a cada 10 mil processos naturais ocorrem duas mortes, com sequelas de sangramento facilmente tratáveis, enquanto os não naturais geram 7 mortes a cada, junto com as desvantagens já citadas, o que só demonstra como essa prática é invasiva e em como sua utilização deve ser minimizada no Brasil.
Portanto, o Ministério da Saúde deve diminuir o número desses procedimentos por meio de divulgações e palestras que exemplifiquem os benefícios de um parto humanizado para a população, por intermédio de profissionais no assunto e pela contingência de divulgação que a mídia pode alcançar. Além disso, se torna preciso combater o medo enraizado que as mulheres desenvolvem pela falta de controle da situação, no qual a informação oferecida pode ajudar até certo ponto, o que realmente atenua o problema é a coragem que cada uma possui, que pode ser fortalecida pelo apoio do marido dos amigos, só assim o número de nascimentos naturais irá aumentar.