Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 11/09/2020

Na série ¨Vis a Vis¨ é retratada a vida de Saray Vargas, uma detenta que passa por uma gravidez dentro do presídio. Em certo momento, a trama se desenrola a partir do parto da personagem, que é marcado por tensões devido à escolha pelo procedimento cesariana. Fora da ficção, é visto realidade semelhante no Brasil atual, uma vez que os números de partos cesárea crescem como nunca visto, mesmo com todos os riscos do procedimento. Dessa forma, nota-se que tal panorama deve-se não só ao medo das gestantes acerca do parto normal, mas também à falsa segurança que a cesárea traz.                                                                                                Primeiramente, é preciso salientar que há um grande temor dentre muitas mulheres acerca do parto normal. Nesse sentido, fica evidente que a desinformação acerca do procedimento faz com que esse quadro se agrave, e como consequência, torna essa modalidade a preterida entre as gestantes. Assim sendo, crescem os índices de partos cesariana no Brasil, contrariando as indicações da OMS (Organização Mundial da Saúde).                  Em segundo plano, vale lembrar que a cesárea, mesmo com um maior planejameneto, traz mais riscos à gestante que o parto natural. Nesse viés, dados da OMS mostram que há um aumento de 200% no risco de morte da mãe se a escolha for a cesariana. Ademais, com os cortes provenientes do precedimento a mulher fica mais sucetível à infecções, que por sua vez trazem mais problemas. Diante disso, fica claro que se não houver uma indicação médica à cesárea, a melhor opção é sempre o parto normal.               Por fim, é necessário que medidas sejam tomadas acerca dessa problemática. Logo, espera-se que o Estado, por intermédio  do Ministério da Saúde, promova campanhas educacionais de conscientização sobre a gestação e o parto. Tais ações devem ser efetuadas por meio de palestras com médicos e cirurgiões especializados, a fim de auxiliar as gestantes e mostra-las que o parto normal é a alternativa mais segura para o bebê e para a mãe. Só assim será possível promover a humanização dos partos no Brasil.