Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 12/09/2020
Na Idade Média, período marcado por ideologias médicas tradicionais, ocorria muitas mortes de mulheres em trabalho de parto, nas quais eram obrigadas a fazer a cesária, mas ainda não apresentava sucesso garantido. De maneira análoga, com a Expansão Marítima, esse conhecimento médico não fundamentado nas bases humanistas se difundiu pelo mundo e, consequentemente, chegou ao Brasil, promovendo uma inadequada prática obstétrica nos hospitais, bem como, a proliferação dessa má educação médica entre os profissionais de saúde. Assim, é possível afirmar que as raízes históricas e a ineficaz educação relacionada à saúde são os principais desafios do parto humanizado no Brasil.
A princípio, o cantor Cazuza dizia que: “Eu vejo o futuro repetir o passado”. Nesse viés, é visível que práticas ultrapassadas e maléficas tendem a perdurar nas gerações futuras, caso não forem acompanhadas com um discernimentos adequado, como é o caso da medicina rudimentar, ou seja, não baseada nas questões humanistas. Além disso, é evidente a permanência em hospitais os profissionais de saúde que, infelizmente, pecam no atendimento de seus pacientes, não propiciando relações mutualísticas, como é possível ver na ineficiência de partos humanizados no Brasil. Dessa forma, para que haja a diminuição dessas ideologias passadas inadequadas, faz-se necessário o rompimento com o passado medieval.
Outrossim, Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, dizia que: “A educação é a arma mais importante que pode ser usada para mudar o mundo”. Nesse âmbito, é imprescindível o amparo da educação na difusão de práticas médicas humanistas e propícias para um melhor trabalho de parto da mãe, acarretando uma redução nos riscos de morte e complicações pós-cirúrgicas. Analogamente, as relações médico-paciente devem ser pautadas de gentileza e empatia, pois na mesa cirúrgica não se trata de um robô, e sim de um ser humano que apresenta sentimentos e necessita dos melhores cuidados. Desse modo, faz-se necessário o investimento em políticas educacionais médicas baseadas nos conhecimentos básicos de humanidade.
Portanto, é perceptível que a Idade Médica deixou vertentes históricas inadequadas de conhecimento médico, maximizando práticas médicas inadequadas. Posto isso, o Ministério da Saúde deve promover a criação de grades curriculares obrigatórias em universidades e hospitais, com o objetivo de demonstrar a ineficácia das práticas não humanistas do passado medieval e comprovar a eficácia de uma relação médico-paciente pautada na gentileza e empatia, por meio de historiadores e médicos renomados, com o intuito de promover o aumento de parto humanizados no Brasil e a consequente diminuição de complicações pós-cirúrgicas e mortes.