Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 13/09/2020
No Brasil, algumas leis foram criadas para proibir abusos cometidos por obstetras na hora do parto. No entanto, existem complicações naturais do parto, ou seja, para o bebê sair do útero até a parte externa da mulher, várias lesões são sofridas pelo organismo materno. Assim, notam-se desafios ligados a tentativa de diminuir esse tipo de sofrimento, seja pela complexidade, seja pela má vontade dos medicos. Portanto, haja vista a importância da evolução medica no sentido de diminuir as dores do inicio ao fim da gestação, uma campanha de conscientização deve ser criada o quanto antes, pelos órgãos públicos competentes.
Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho a implementação de regra, reconhecidas por mecanismos legais, a cultura de abusos seguida por muitos obstetras, inclusive com o consentimento do hospital. Segundo o filosofo Chines Confúcio, saber o que é correto e não fazer é falta de coragem, o que legitima a ideia de que, não deve-se fechar os olhos e permitir que o parto continue sendo desumano. Tal desafio está relacionado, muitas vezes, a dificuldade que as famílias tem em pagar um hospital particular e, infelizmente, a situação precária do sistema público de saúde.
Além do mais, ressalta-se que o poder público implementou medidas para aumentar o número de médicos, com incentivo ao revalida, para trazer profissionais de fora do país. Contudo, devido a dificuldade de acesso a muitas regiões do Brasil, essa medida não têm surtido muito efeito. Afinal, dados estatísticos divulgados pelo site “soumedicina”, mostra que 55,1% dos medicos estão nas regiões metropolitanas, onde vive somente 23,8% de toda a população nacional. Essa situação abjeta está relacionada a baixa remuneração e os desafios de uma equipe medica atuar em regiões fora das metrópoles.
Diante do exposto, cabe ao poder público punir com rigor aquele que cometer abusos na hora do parto, por meio de cassação do CRM dos médicos ou a perda do direito de exercer a profissão de obstetra e, dependendo da gravidade, levar a prisao. Outrossim, os próprios hospitais devem criar um ambiente propicio para a atividade e conscientizar a equipe de saúde que vai lidar com a questão, por meio de palestras e treinamento nas unidades de saúde. Por fim, a sociedade pode se mobilizar, no sentido de pressionar os órgãos públicos, não deixando a questão apenas entre gestante e medico, fazendo valer as leis criadas para coibir os maus tratos.