Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 10/10/2020
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 40% dos brasileiros nasceram de cesarianas, apesar de tal procedimento ser indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apenas em casos de emergência. Portanto, o alto custo dessas cirurgias e os riscos que elas trazem à saúde da mãe e do bebê tornam necessária uma maior discussão acerca do parto humanizado no Brasil.
Primeiramente, é importante lembrar que a saúde pública deve ser o mais democrática possível, visto que visa um atendimento adequado a todos os cidadãos. Contudo, as cesarianas custam cerca de 50% a mais do que os partos normais, de acordo com dados do Sistema Único de Saúde (SUS). Logo, o preço que o Estado paga para realizar tais cirurgias acaba gerando um gasto além do necessário, o que pode prejudicar as demais áreas da saúde.
Além disso, a cesariana oferece um risco maior à mãe e ao bebê, que podem desenvolver problemas físicos e psicológicos com mais facilidade. Conforme artigos da UFSC, o parto cirúrgico, quando comparado ao normal, apresenta taxas de mortalidade até oito vezes maiores. Dessa forma, nota-se que a realização de cesarianas sem necessidade é um problema de saúde pública, pois pode ter consequências letais.
Sendo assim, fica visível a necessidade de promover o parto humanizado no Brasil. Para isso, cabe ao Governo, por meio do Ministério da Saúde, direcionar dinheiro para a criação de uma campanha liderada por ginecologistas e obstetras, a fim de divulgar os riscos das cesarianas e os benefícios do parto normal nos grandes meios de comunicação, com o objetivo de diminuir o número de cirurgias desnecessárias e, por conseguinte, os gastos do SUS com esse método. Só assim o Brasil se aproximará das recomendações da OMS