Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 15/09/2020
O diálogo do intelectual Fedro, citado em “O Banquete”, defende que o amor é um sentimento que desperta o que há de melhor no ser humano: as virtudes. Entretanto, a negligência médica em promover partos humanizados e a letargia governamental impedem que o amor entre a gestante e a prole prevaleça.
Primeiramente, vale ressaltar que os partos humanizados são um conjunto de processos que garantem o bem estar da progenitora e do recém-nascido, segundo o Ministério da Saúde. Por conseguinte, a Organização Mundial da Saúde define que os partos cirúrgicos deveriam ser indicados apenas em casos de emergências. Todavia, a definição da OMS é inválida no país que, de acordo com o MS, tem 2,9 milhões de partos cirúrgicos anuais, isso demonstra a negligência médica de promover partos humanizados.
Nesse contexto, o Poder Público segue em repouso quando ignora os dados que desafiam os partos humanizados. Consequentemente, o MS aponta que o parto prematuro, causado por cesarianas impróprias, aumentam 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios do feto. Por isso, é necessário que o Estado seja atuante na promoção do bem comum aristotélico, teoria que garante o bem estar da população quando o bem é estabelecido.
Portanto, medidas governamentais devem ser estabelecidas. A campanha “Brasil humanizado” poderia ser consolidada, com o auxílio do Ministério da Saúde, com campanhas que evidenciem os direitos das gestantes de ter acesso ao parto normal e humanizado. Ademais, é mister que a campanha tenha apoio dos profissionais obstetras, desse modo, a campanha contaria com palestras que evidenciariam os dados e como partos sem emergência são prejudiciais. Assim, o Estado colaboraria com a campanha, juntamente com os obstetras, e asseguraria que partos prematuros acontecessem apenas em casos urgentes e a maior virtude, mencionada por Fedro, imperaria.