Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 14/09/2020

O filme norte-americano “Plano B” aborda sobre uma mulher que tem o sonho de vivenciar a maternidade e procura os métodos mais intensos para passar por essa etapa. Fora das telas, ainda são ineficientes meios que tornem esse processo mais extraordinário, haja vista as dificuldades de promover o parto humanizado no Brasil. Logo, é cabível analisar ineficácia do sistema não somente de saúde como também da mídia.

Mormente, é válido salientar que ainda carecem recursos de saúde que incentivem o parto humanizado no país. Em paralelo a isso, é notável que a ausência de centros que forneçam auxílio, preparação psicológica e o aporte necessário para ter a criança, faz com que muitas mães gerem um filho de forma mecanizada e meramente cirúrgica, o que precisa ser solucionado. Nesse sentido, de acordo com o filósofo Friedrich Hegel, o Estado deve proporcionar os cuidados físicos mentais a todos os seus filhos. Sob tal ótica, a persistência de tal situação demonstra um sistema de saúde despreocupado em promover para as gestantes o que foi previsto por Hegel.

Ademais, é visível que os meios de comunicações brasileiros deveriam desmistificar o medo por essa opção de parto. Ligado a esse fato, é notório que os recursos midiáticos tanto não trazem com veemência as desvantagens de recorrer à uma cesariana quanto não amenizam o medo que as progenitoras sentem em relação a essa etapa da vida. A partir dessa perspectiva, Hitler utilizava dos meios de veiculação informacionais para induzir cidadãos a acreditarem na ideologia fascista. Dessa forma, enquanto não for utilizado o poder da mídia para influenciar–como na Segunda Grande Guerra–nesse medo construído, matriarcas continuarão a preferir o técnico e cirúrgico.

É mister, portanto, que para haja total entrega a gestação, como foi em ”Plano B” , o Ministério das comunicações deve propagar a importância do parto natural. Outrossim, o Ministério da Saúde—agente responsável pelo bem-estar dos cidadãos—deve propor, através de emendas, construção de centros humanitários que forneçam todo o suporte psicológico e profissional para gestantes que optam por esse meio de gerar indivíduos, com o objetivo de promover o melhor de forma mais acessível. Destarte, crescerá, gradativamente uma nova e incrível forma de conceber os futuros cidadãos da nação verde-amarelo.