Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 14/09/2020
O Brasil está entre os países que mais fazem cesária no mundo. Nesse contexto, o SUS (Sistema Único de Saúde) ampara muitas mulheres grávidas durante o trabalho de parto; contudo, para o processo ocorrer mais rápido, as mães são coagidas a fazerem uma cesariana. Conquanto, a Organização Mundial da Saúde recomenda, se possível, um parto natural e humanizado, para que a genitora crie uma conexão com o recém nascido. Assim, é nocivo que o SUS releve a recomendação da OMS, visto que a cesária, muitas vezes, fere o corpo da mulher e prejudica o desenvolvimento do bebê. Tal situação é alarmante e ocorre porque o estado não promove a prática do parto humanizado.
Em primeiro lugar, o sistema de saúde público é falho no acolhimento de mulheres grávidas. Nesse contexto, o filme O Renascimento do Parto escancara a realidade de dar a luz no Brasil através de depoimentos reais: as mães contam como sofreram com a violência obstétrica, seja no parto normal ou cesário, pela falta de humanização do processo. Além disso, os médicos fazem o juramento de Hipócrates, no qual prometem respeitar a vida, a autonomia e a dignidade do paciente; todavia, quando é imposta uma cesária, não respeitando o tempo e o corpo da mulher, o profissional fere o juramento. Logo, o SUS tem que implementar um novo programa eficiente no sistema obstétrico.
Ademais, são escassas no Brasil as casas de partos, onde a mulher tem o acompanhamento adequado em um parto natural, que o sistema público cobre. Assim sendo, existem diversos desafios que a grávida passa para ter acesso a um processo mais humanizado; um deles é a falta de acompanhamento neonatal, para que ela possa ter noção dos benefícios do parto normal e ser encaminhada a uma casa de parto. Outrossim, o parto humanizado acontece quando se respeita o tempo do bebê e o corpo da mãe, para que ambos não sejam violentados. Em síntese, por mais que as mulheres queiram um parto normal, por falta de investimento elas não recebem um cuidado especial necessário.
Portanto, urge que o Ministério da Saúde resolva esse impasse, promovendo o parto humanizado por meio da criação da “Casa de Parto”, um espaço onde as gestantes possam ser acompanhadas por médicos e psicólogos gratuitamente durante a gestação até o nascimento do bebê, em todos os municípios. Seguidamente, criar uma campanha televisionada para a conscientização das mulheres sobre a violência obstétrica e os benefícios do parto normal. Assim sendo, as medidas ajudarão a promover a humanização da assistência ao parto no país, tornando todo o processo seguro e exultante.