Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 01/10/2020
Embora o parto humanizado estimule a potencialização do sistema respiratório do bebê e contribua para uma maior tranquilidade para o recém nascido ao sair do útero, ele ainda não é majoritariamente utilizado no Brasil. Destarte, os desafios para promover o parto humanizado são não só medo de realizá-lo, como também a influencia que outras mães exercem sobre as grávidas para fazerem a cesariana.
Em primeiro lugar, é válido elucidar a relevância do medo nas decisões tomadas. Assim, a apreensão em fazer o parto humanizado pela falta de conhecimento sobre ele, gera o preconceito e dificulta ainda mais sua adesão entre as grávidas. Nesse viés, o receio das gestantes em fazer o parto normal corrobora com a frase de Einstein, a qual afirma ser mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito, haja vista que o preconceito gerado se fortalece a ponto de submeter mulheres à opção mais degradante, a cesariana.
Outrossim, a representatividade de grávidas que fizeram a cirurgia cesariana também dificulta a promoção do parto humanizado. Nesse sentido, as ações das gestantes mais experientes tendem a gerar uma influencia nas outras mães. Posto isso, a escolha da cesariana em detrimento do parto humanizado segue a lógica da teoria da Ação Social, de Weber, a qual expõe a ligação e a influência das atitudes entre os indivíduos, uma vez que a cesariana feita por algumas gestantes motiva outras a fazê-la também.
Portanto, questões sociais são as principais barreiras para a promoção do parto humanizado no Brasil. Logo, cabe às mães que fizeram o parto humanizado organizarem momentos esclarecedores de dúvidas, mediante a formação de reuniões semanais com parteiras, especialistas e outras gestantes, a fim de que por meio do compartilhamento de experiências, opiniões e informações, o preconceito advindo da falta de conhecimento diminua, enquanto que o parto humanizado aumente.