Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 15/09/2020

Na Roma antiga, diferente de outras civilizações da época, a mulher era valorizada devido ao processo de maternidade. Séculos se passaram e, em países como o Brasil, a escassez no serviço público de monitoramento às gestantes, em especial na realização dos partos, compromete, frequentemente, a dignidade da mulher que não possui condições socioeconômicas de arcar com instituições privadas. Isso se deve, em grande parte, à raízes históricas e culturais.

É importante destacar, antes de tudo, que a ausência governamental em medidas de promoção do bem estar da mulher durante a maternidade, não deve ser considerada o entrave principal. Desde o período colonial, a sociedade brasileira tornou-se patriarquista, e isso reflete diretamente na banalização da segurança da mulher durante o parto no país: Em 2011, 53,7% dos nascimentos foram por cesariana - 38,7% a mais do que recomendado pela ONU - Segundo o Ministério da Saúde. Assim, é ineficaz promover investimentos na melhoria de serviços que remetem gestações se, no entanto, a dignidade da mulher não é consolidada com o combate ao patriarquismo, lapidado na sociedade.

Ademais, a adaptação dos leitos de hospitais ,conforme às diferentes reivindicações das mães, é indispensável, tendo em vista a ampla diversidade étnica e cultural do país. Para Aristóteles, filósofo grego, o Estado ideal é aquele que busca, não só direitos naturais, mas a felicidade dos indivíduos. Entretanto, a introdução projetos, que visem a humanização do serviço ao parto, ocorrem de forma limitada no Brasil, e isso é um problema.

Portanto, é fulcral que o Ministério da Cidadania (MDS) promova a criação de programas midiáticos que acompanhem e incentivem a mulher em sua jornada maternal, uma vez que, laços de patriarquismo comprometem sua autoestima. Com isso, espera-se que, naturalmente, o números de casarias diminua e a segurança no parto aumente, pois a mulher brasileira, tenderá a se sentir mais segura e acolhida na sociedade.